
O economista e professor do CPDA/UFRRJ percorre a construção democrática das políticas alimentares brasileiras, analisa a questão alimentar na disputa eleitoral de 2026 e fala sobre o livro que prepara
A comida no prato é o ponto de chegada de uma cadeia complexa de decisões políticas. Como parte crucial desse processo, as eleições se transformam em uma arena onde propostas são formuladas pela sociedade civil para estimular a incorporação de dimensões da alimentação nas agendas de candidaturas.
O ciclo eleitoral de 2026 encontra um campo de sistemas alimentares que segue se referenciando em um conjunto de propostas formuladas ao longo de anos por movimentos sociais, organizações, redes e pesquisadores. A novidade deste ciclo está na maturidade propositiva, levando às candidaturas plataformas voltadas a apresentar desenhos técnicos para implementação, além de apresentar maior capacidade de acompanhamento e monitoramento após o pleito eleitoral.
Essa maturidade se expressa em registros diversos entre si e é justamente na possibilidade de complementaridade que reside sua força. Entre recomendações da sociedade civil para programas, orçamentos, instâncias de controle social, integração de agendas, tributação, regulação e comunicação estratégica, reunimos a seguir algumas das principais propostas de iniciativas relacionadas às eleições de 2026.
Carta Política para as Eleições 2026
A Carta Política para as Eleições 2026, elaborada pela ANA – Articulação Nacional de Agroecologia durante reunião da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, reúne quarenta e sete propostas endereçadas a candidaturas estaduais e federais. A carta se constitui enquanto um documento de trabalho, onde cada proposta indica o programa a ser executado, a instância responsável e o mecanismo de participação social que deveria acompanhá-la – o que a torna utilizável tanto na formulação de planos de governo quanto no monitoramento dos compromissos assumidos após o pleito.
No tocante à água, a Carta pede a retomada de programas de tecnologias sociais descentralizadas de captação e armazenamento de chuva, adaptadas às realidades regionais, e introduz uma reivindicação ainda pouco visível atualmente no debate público, a “terceira água”, que centraliza o reconhecimento da água destinada aos cuidados domésticos e reprodutivos das propriedades familiares como objeto próprio de política pública, nomeando como infraestrutura aquilo que costuma recair silenciosamente sobre o trabalho das mulheres rurais.
No olhar para o controle de agrotóxicos, a exigência central é a execução integral do Pronara – Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, com orçamento próprio, metas progressivas e banimento de substâncias já proibidas em outros países, acompanhada da proibição da pulverização aérea, da criação de zonas de proteção no entorno de moradias, escolas e cultivos agroecológicos e da revisão das regras de funcionamento da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (hoje considerada pouco permeável à participação da sociedade civil).
A conservação da agrobiodiversidade conta com propostas voltadas a concretizar sua viabilidade, como o fomento estatal direto a bancos e casas de sementes e a viveiros comunitários, somado à garantia jurídica do livre uso de sementes nativas por camponeses, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
As perspectivas de gênero, juventudes e cuidado ganham espaço nos pontos que propõem tratar como infraestrutura produtiva aquilo que a política agrícola raramente contabiliza, apresentando sugestões em torno de lavanderias agroecológicas, cozinhas solidárias, creches e pré-escolas rurais de tempo integral, descentralização dos programas voltados aos quintais produtivos e um plano de sucessão rural que ofereça à juventude terra, crédito, educação contextualizada e assistência técnica.
Concluem o documento a defesa da recomposição orçamentária e paritária de espaços de participação social como o Consea – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a Cnapo – Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Condraf – Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, a oposição à privatização de serviços essenciais, e uma crítica às soluções de mercado para a crise climática: dos créditos de carbono aos mega projetos privados de energia renovável, instalados em territórios tradicionais.
Ao converter demandas construídas nos territórios em linguagem de política pública, com indicações de programas, orçamento e controle social, a ANA, articulação que reúne diferentes organizações apoiadas pelo Ibirapitanga, oferece ao debate eleitoral algo além pautas de campanha, consolidando um instrumento de acompanhamento que segue válido depois desse ciclo.
Campanha Nacional da Agricultura Familiar nas Eleições
Construída coletivamente em junho de 2026, no Rio de Janeiro, numa parceria entre ABA – Associação Brasileira de Agroecologia, ActionAid, ANA, ASA – Articulação Semiárido Brasileiro, AS-PTA, Missão Josué de Castro, Purpose e WTT – World-Transforming Technologies, a Campanha Nacional da Agricultura Familiar nas Eleições se propõe somar experiências distintas em uma frente única de incidência, capaz de conversar com um conjunto amplo do eleitorado.
A campanha tem como objetivo visibilizar uma mensagem unificada, afirmando a agricultura familiar como base efetiva do abastecimento alimentar do país e a agroecologia como abordagem fundamental para seu projeto de desenvolvimento. Esse enquadramento se conecta ao horizonte internacional aberto no contexto da COP30, no qual o protagonismo camponês se apresenta como resposta concreta às soluções para a crise climática.
A contribuição da campanha é de natureza estratégica, reconhecendo que propostas bem formuladas demandam a articulação entre agendas e organizações, ampliando proporcionalmente a capacidade de influenciar decisões públicas e transformando um campo diverso em interlocutor incontornável do debate eleitoral.
Agenda Brasil Mais Saudável
A Agenda Brasil Mais Saudável, lançada pela ACT Promoção da Saúde, parte da premissa de que candidatas e candidatos que forem eleitos em 2026 vão atuar em um período decisivo para a saúde e a sustentabilidade, no quadriênio final (2027-2030) do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis. Organizada em torno da noção de prevenção 360º, a agenda trata alimentação inadequada, tabaco, álcool, inatividade física e poluição do ar como fatores de risco que compartilham determinantes comerciais e, portanto, exigem enfrentamento articulado.
No plano fiscal, a proposta central é a tributação seletiva de ultraprocessados e bebidas açucaradas, de modo a alterar a relação de preços que hoje favorece produtos nocivos à saúde em detrimento de alimentos que compõem uma alimentação adequada e saudável. A essa proposta, se soma a revisão de privilégios tributários e subsídios que sustentam setores como a produção de concentrados para refrigerantes e a indústria química de agrotóxicos, com redirecionamento dos recursos para a oferta de alimentos saudáveis e para o financiamento da transição agroecológica, apresentando uma visão sistêmica qualificada.
Já no plano regulatório, a agenda propõe que ambientes alimentares institucionais, como escolas, hospitais e repartições, deixem de comercializar e distribuir produtos ultraprocessados, além de defender a restrição integral da publicidade infantil de alimentos nocivos, nas mídias tradicionais e no ambiente digital, e o aprimoramento contínuo da rotulagem frontal de advertência.
Ao aliar evidência científica a argumentação econômica em um mesmo documento endereçado às candidaturas, a ACT cria uma plataforma para fortalecer a demanda por decisões de governo favoráveis aos interesses de saúde pública, que pode funcionar para revelar assimetrias de poder entre indústria e sociedade civil organizada, mostrando que regular determinantes comerciais é simultaneamente política de saúde, política fiscal e política de justiça social.
Cobertura das eleições em “Enfrentando a monotonia: guia para uma cobertura jornalística transversal dos sistemas alimentares”
À investigação jornalística que desenvolve há anos, O Joio e o Trigo soma uma frente formativa, voltada a ampliar a capacidade de outros profissionais cobrirem o tema. Nessa frente, em agosto de 2026, foi lançada a publicação “Enfrentando a monotonia: guia para uma cobertura jornalística transversal dos sistemas alimentares”, produzida em parceria com a Cátedra Josué de Castro. O documento percorre conceitos, políticas públicas, atores em disputa e frases feitas que pedem apuração. Um dado em destaque na publicação ajuda a dimensionar o que está em jogo — a frente parlamentar da agropecuária reúne hoje mais da metade das cadeiras do Congresso.
É no capítulo final, que o guia se conecta diretamente ao ciclo eleitoral, com um anexo dedicado à cobertura das eleições, que funciona como roteiro prático para formular perguntas e analisar planos de governo, e se organiza em cinco eixos. O primeiro eixo trata do financiamento e da assimetria econômica, orientando quem apura a confrontar a divisão efetiva de crédito, subsídios e incentivos entre a monocultura de commodities e a agricultura familiar, em lugar de aceitar a fórmula de que a agricultura seria uma só. O segundo se volta ao abastecimento urbano, cobrando propostas estruturais contra a alta dos preços, dos estoques reguladores às feiras, sacolões e centrais públicas de distribuição em áreas classificadas como desertos e pântanos alimentares. O terceiro examina o poder de compra do Estado, com atenção aos critérios de contratação para merenda escolar, hospitais e cozinhas comunitárias, à restrição de ultraprocessados e às compras prioritárias de produtos agroecológicos locais. O quarto trata da adaptação à crise climática, distinguindo o socorro financeiro pontual diante de quebras de safra do financiamento de uma transição estrutural, e sugerindo verificar se o apoio público está condicionado à diversificação produtiva e à agrobiodiversidade. O quinto e último eixo, endereçado sobretudo a candidaturas ao Legislativo, propõe checar o histórico de voto na reforma tributária e a posição declarada sobre o imposto seletivo para produtos nocivos à saúde e sobre as isenções fiscais concedidas a agrotóxicos.
Ao roteiro se somam três instrumentos de método. Uma matriz de direcionamento confronta declarações recorrentes de campanha com a variável estrutural que costumam omitir, indicando a pergunta técnica capaz de recolocá-la. Um bloco de verificação separa o que cobrar do Executivo, como prazos de execução e fontes orçamentárias explícitas, distinguindo verba de assistência social de verba de fomento à produção, do que cobrar do Legislativo, no terreno da regulação. E, por fim, uma recomendação de abordagem transdisciplinar propõe cruzar fontes, mapear o financiamento das campanhas e a presença de consultores ligados a corporações nas equipes das candidaturas, além de integrar as editorias de economia, saúde, cidades e meio ambiente, tratando incentivo fiscal e uso do solo como temas interdependentes.
A estratégia de comunicação reposiciona a régua na cobertura, onde respostas genéricas sobre incentivar a agroecologia ou erradicar a miséria não bastam, qualificando a abordagem a desenhos técnicos, metas, prazos e origem do orçamento.
Ao converter conceitos em perguntas de entrevista e em critérios de leitura dos planos de governo, o guia atua sobre uma etapa decisiva e pouco visível do debate eleitoral, para transformar promessas genéricas em compromissos verificáveis, com meta, prazo e fonte orçamentária. É um aprimoramento que se estende a toda a imprensa e a construção de propostas eleitorais, para além de quem cobre alimentação.
O economista e professor do CPDA/UFRRJ percorre a construção democrática das políticas alimentares brasileiras, analisa a questão alimentar na disputa eleitoral de 2026 e fala sobre o livro que prepara
Sobre a doação
Apoio para o programa “Agricultura Regenerativa” do COI — Centro de Orquestração de Inovações da WTT, que busca fortalecer a agricultura familiar de base ecológica e acelerar a transição da agricultura tradicional para esse modelo, através do desenvolvimento de inovações que respondam aos seus desafios e impulsionem as suas oportunidades. Por meio do apoio espera-se: (i) produzir dois estudos que trarão visibilidade aos desafios sócio-técnicos da agricultura de base ecológica; (ii) criar um mapa para o desenvolvimento de inovações científico-tecnológicas que favorece os desafios da agricultura regenerativa familiar no Brasil; (iii) posicionar a ciência brasileira como uma importante contribuição para o desenvolvimento da agricultura de base ecológica no país e dar visibilidade às pesquisas promissoras e inovadoras relacionadas ao tema realizadas por pesquisadores brasileiros.
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Apoio voltado ao programa em Agricultura Regenerativa do COI – Centro de Orquestração de Inovações da WTT, para fortalecer a agricultura familiar de base ecológica e acelerar a transição agroecológica por meio do desenvolvimento de inovações que respondam aos seus desafios e impulsionem as suas oportunidades. Com o apoio, a iniciativa espera: (i) incidir em políticas públicas de inovação voltadas à promoção de agrossistemas sustentáveis; (ii) incluir e aumentar a participação de agricultores, setor privado e outras partes interessadas em instâncias que influem e definem a agenda nacional de pesquisa; (iii) a integração de estratégias de inovação orientada por missões que incorpore saberes e conhecimentos dos agricultores como um dos elementos estruturantes do processo de desenvolvimento territorial/local, entre tantos outros.
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Desde 2014, a ACT trabalha em defesa de políticas públicas e definições legais que evitem Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o que engloba a promoção da alimentação saudável, das atividades físicas e o controle ao uso abusivo do álcool, do tabagismo e dos alimentos ultraprocessados.
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Apoio voltado ao fortalecimento institucional da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, movimento formado por 150 membros e 40 organizações da sociedade civil, profissionais, associações e movimentos sociais que, por meio de ações coletivas, trabalham para o avanço de políticas públicas de segurança alimentar, nutricional e pela soberania alimentar no Brasil como forma de garantir o direito humano à alimentação adequada. O projeto busca fortalecer as ações de advocacy, políticas públicas e comunicação, ampliar a capilaridade da Aliança em outros estados e municípios e fortalecer organizações que atuem com agroecologia e agricultura familiar.
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Apoio ao aprimoramento da capacidade de advocacy da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, especialmente no âmbito local, e fortalecimento da sua gestão participativa. Com este apoio a Aliança busca garantir a viabilidade de funcionamento de suas instâncias de tomada de decisão, realizar um programa de fortalecimento de habilidades interpessoais para o trabalho em rede, desenvolver e ofertar capacitações em advocacy no nível local, entre outras ações.
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Apoio para o fortalecimento da gestão participativa, expansão e aprimoramento da incidência política da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Por meio do apoio, a iniciativa tem como objetivo: (i) garantir a viabilidade de realização das instâncias coletivas de tomada de decisão da Aliança; (ii) garantir apoio financeiro, administrativo e técnico-político a projetos protagonizados pelos núcleos locais e grupos temáticos da Aliança; (iii) garantir a manutenção do site e da transmissão de eventos virtuais da Aliança para comunicação com o público em geral.
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Apoio voltado ao fortalecimento da atuação da Aliança como um importante coletivo para a defesa do Direito humano à alimentação adequada e na promoção de políticas públicas de alimentação saudável e regulação. O apoio permitirá a manutenção da secretaria executiva e da comunicação institucional, garantindo a continuidade das ações de advocacia, além do desenvolvimento de projetos temáticos que qualifiquem a atuação de núcleos locais e grupos temáticos. O objetivo é consolidar a Aliança como referência em políticas públicas alinhadas às suas pautas, ampliando o impacto de suas ações em diferentes agendas e níveis.
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O Joio e o Trigo é um site de jornalismo investigativo sobre as implicações políticas, sociais, econômicas e ambientais da alimentação industrializada.
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Apoio para a criação de rede latino-americana de jornalismo investigativo sobre sistemas alimentares com o objetivo de evidenciar estratégias compartilhadas de corporações ou governos que atuem na contramão da alimentação adequada e saudável. A iniciativa, que envolve profissionais de países como Argentina, Chile, Colômbia e México, busca fomentar a cultura de acompanhamento jornalístico de questões alimentares de um ponto de vista cultural, econômico, político e social, bem como contribuir para a formação de jornalistas que tenham na alimentação um eixo central de apuração.O Joio e o Trigo é um site de jornalismo investigativo sobre as implicações políticas, sociais, econômicas e ambientais da alimentação industrializada.
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Realização de levantamento jornalístico sobre desigualdade alimentar no Brasil a partir de dois eixos: renda e ambiente alimentar. Em ambos os casos, o objetivo é indicar os impactos dos produtos ultraprocessados na saúde e as dificuldades para que os alimentos frescos e livres de produtos químicos cheguem à mesa dos brasileiros. Os textos e vídeos produzidos pela plataforma têm linguagem voltada ao público jovem.
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Apoio para condução de duas novas linhas de investigação do portal decorrentes da extensa apuração sobre desigualdade alimentar: (i) colonialismo/globalização e (ii) alimentos básicos. A partir dessas duas linhas será abordada uma diversidade de questões transversais, entre as quais – raça; doenças crônicas não transmissíveis; realidade de populações tradicionais como quilombolas e indígenas; estratégias corporativas, de fast-food e de aplicativos de entregas; bem como os impactos da pandemia nesse contexto. Além do trabalho de apuração e reportagem, o apoio também prevê a publicação de livros que contribuem para a composição de um acervo organização com publicações em português sobre alimentação.
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Apoio para a continuidade da rede latino-americana de jornalismo investigativo sobre sistemas alimentares com o objetivo de evidenciar estratégias compartilhadas de corporações ou governos que atuem na contramão da alimentação adequada e saudável. Com este apoio, a iniciativa busca: (i) desenvolver estratégias de apuração e prospecção de repórteres em diferentes países; (ii) viabilizar a elaboração, edição e publicação de reportagens, bem como a gestão de suas redes sociais; e (iii) promover seu fortalecimento institucional.
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Ano
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Apoio para o fortalecimento institucional, planejamento estratégico e definição de estruturas da organização. A iniciativa inclui análise dos desdobramentos financeiros e tecnológicos em curso no sistema alimentar brasileiro, consolidando O Joio e o Trigo como organização que contribui para a discussão inadiável a respeito da convergência de problemas sistêmicos em torno da alimentação. O projeto espera também estabelecer estrutura de equipe com fluxos de trabalho aprimorados, a fim de possibilitar a liberação dos diretores para funções institucionais estratégicas e apurações de maior fôlego;
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Apoio para promover “O Joio à prova de pessoas”, um conjunto de ações voltadas a consolidar o fortalecimento institucional de O Joio e o Trigo, por meio de um projeto horizontal e democrático. Com este apoio, a organização se volta a concluir a sua transição interna, para fortalecer a sua institucionalidade, mantendo o protagonismo na discussão sobre sistemas alimentares, com editoria que evidencie conexões com os demais temas-chave do século 21, em uma perspectiva sistêmica.
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Apoio para a oferta de três a cinco microbolsas, com valores entre R$ 5.000,00 e R$ 10.000,00 para a criação de conteúdos relacionados ao marco dos dez anos do Guia Alimentar para a População Brasileira. As bolsas serão destinadas a pesquisadoras (es), com o objetivo de fortalecer e disseminar trabalhos científicos sobre as diretrizes do Ministério da Saúde. A iniciativa espera assegurar a produção jornalística fundamentada na ciência, promovendo novas pesquisas a partir de trabalhos já realizados ou oferecendo novas perspectivas sobre eles.
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